SEJAM BEM VINDOS!!!

Aqui compartilho: textos poéticos e reflexões de autores, famosos ou pouco conhecidos, vídeos, músicas, fotos, pensamentos fragmentados (meus e de outros), além de outras preciosidades e presentes recebidos de Anjos queridos.

Sou ética e sempre procuro o autor do texto; caso você encontre algum texto sem autoria ou com a mesma equivocada, avise-me por favor, pois recebi desse modo e não consegui descobrir o autor(a), bem como, autoria enganosa. Um fraterno abraço, Paz & Luz!

14 de junho de 2018

O TEMPO DAS COISAS



O TEMPO DAS COISAS

Poderíamos, com mais frequência, tentar deixar a vida em paz para desembrulhar suas flores no tempo dela, no tempo delas, e, em alguns momentos, nem desembrulhar. Apesar da nossa cuidadosa aposta nas sementes, algumas simplesmente não vingam e isso não significa que a vida, por algum motivo, 
está se vingando de nós. Há muito mais jardim para ser desembrulhado.

Poderíamos, mais vezes, tentar respeitar os dias e as noites das coisas, os sóis e as luas de cada uma, os amanheceres, os entardeceres, as madrugadas, a sabedoria reparadora e tecelã dos intervalos, as estações todas com seus jeitos de dizer. Percebermos mais vezes, a partir da nossa própria experiência, que tudo o que vive, queira ou não, está submetido à inteligência natural e engenhosa das fases. Dos ciclos. Da permanente impermanência. Da mudança.

Poderíamos, amiúde, tentar desviar nossa atenção do relógio perigoso da expectativa, geralmente adiantado demais. Aquele tal, cuja velocidade transtornada dos ponteiros costuma apontar para o tamanho e a urgência das nossas carências. Para a necessidade de preenchimento imediato e contínuo do que chamamos de vazio, às vezes porque é, às vezes por falta de palavra melhor. Aquele tal relógio que geralmente só antecipa frustração e atrasa sossego. Aquele tal que costuma só fomentar dificuldades e alimentar fomes.

Mas, não. A crisálida ainda está se acostumando com a ideia de ser borboleta e já queremos que voe. A flor ainda é botão e, em vez de apreciá-la como botão, ficamos apressados para vê-la desabrochada. O fruto ainda precisa amadurecer, mas o arrancamos verde do pé por mera ansiedade. Ainda é a vez do tempo estar vestido de noite, mas queremos que se troque rapidinho para vestir-se de manhã.

Nossa impaciência, nossa pressa ávida pelo resultado das coisas do jeito que queremos, no tempo que queremos, geralmente altera o sábio fluxo do tempo da vida e o desdobramento costuma não ser lá muito agradável. Não é raro, nós o atribuímos à má sorte, ao carma, ao mau-olhado. Não é raro, culpamos Deus, os outros, os astros, os antepassados. Não é raro, é claro, nós ainda nos 
achamos cobertos de razão.

Esse é um dos capítulos mais difíceis do livro-texto e do caderno de exercícios: o aprendizado do respeito ao sábio tempo das coisas.

Ana Jàcomo





13 de junho de 2018

Você deseja o sol ou a sombra???




Ninguém vai nos ajudar sem que nós mesmos nos ajudemos. Este mundo está cheio de gente querendo as mesmas coisas que eu quero, que você quer. E tem para todo mundo, mas não para aqueles que não desejam com força, com paixão. Ou incendiamos nossas almas derrubando as barreiras das inseguranças, do conformismo, das indecisões - turbinando a busca do que desejamos - ou viveremos sempre à margem de nós mesmos.. O sol nasce para todos, mas não alcança quem prefere a sombra. 


Psicanalista



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