2 de julho de 2026

Amiga mãe

 


Amiga mãe
 Letícia Thompson

 Há mães que nunca deram à luz. Portanto, agem como verdadeiras mães.
 São essas mulheres maravilhosas que têm tanta ternura no coração que parece que compreendem tudo. Elas têm sempre uma palavra certa no momento certo, um abraço,
mesmo que virtual, nos momentos em que mais precisamos e nos oferecem, mesmo se não pedimos. Elas têm esse entendimento adivinhado pelo coração que só as verdadeiras mães possuem.
 Há quem as chame de amigas. Mas elas vão além disso.
 Aprendemos a sentir necessidade da presença delas. Não como uma dependência, mas como algo que nos transmite segurança. E quando estamos tristes ou decepcionados
por alguma coisa, queremos ir correndo contar, porque sabemos que em seus braços encontraremos o consolo necessário. Mas, se porventura, a felicidade tiver vindo
ao nosso encontro, queremos ir correndo contar também, porque sabemos que seu coração vai bater tão forte quanto o nosso de tanta alegria.
 Elas se preocupam também com nosso bem-estar. Ficam curiosas por ter notícias, mas sabem respeitar nossos silêncios e oram em silêncio pela nossa felicidade.
 Elas têm tudo de uma mãe: olhar de mãe, carinho de mãe, jeito de mãe. E se o ventre nunca cresceu, o coração por outro lado é inchado de orgulho por possuir nossa
amizade. Tenho quase certeza que o coração delas é maior do que o de uma pessoa qualquer.
 O curioso é que muitas vezes elas são até mais jovens que nós. Mas possuem essa sabedoria da vida, que não vem com a idade, mas com a sede de conhecimento dos que a buscam. E somos nós os beneficiados.
 Deus é mesmo sábio! Ele permite gestações assim de pura ternura para que na amizade ninguém se sinta órfão e para que cada mulher possa provar essa sensação maravilhosa
que é ser mãe.

28 de junho de 2026

Coragem

 

Coragem

 

Todos nós necessitamos ter coragem em nossa vida, é necessário sermos conscientes do que somos e enfrentar todos nossos desafios de cabeça erguida e acima de tudo devemos saber perdoar, pois o perdão alivia nossos corações, somos seres humanos dotados de sabedoria e inteligência, todos precisamos de carinho e compreensão para seguirmos nossa jornada em paz e somos milhares necessitando de compreensão e amor, somos servos de Deus aqui na Terra, por isso amigos vamos resolver todas nossas pendências junto a nossos irmãos para que não carreguemos mágoas para outras vidas, é necessário superarmos aqui para também ficarmos bem conosco mesmo e com nosso semelhante.

 

autor desconhecido


29 de maio de 2026

Você já reparou o quanto as pessoas falam dos outros?




 Você já reparou o quanto as pessoas falam dos outros?

Falam de tudo.
Da moral, do comportamento, dos sentimentos, das reações, dos medos, das imperfeições, dos erros, das criancices, ranzinzices, chatices, mesmices, grandezas, feitos, espantos.

Sobretudo falam do comportamento.

E falam porque supõem saber.

Mas não sabem.

Porque jamais foram capazes de sentir como o outro sente.

Se sentissem não falariam.

Só pode falar da dor de perder um filho, um pai que já perdeu, ou a mãe já ferida por tal amputação de vida.
Dou esse exemplo extremo porque ele ilustra melhor.
As pessoas falam da reação das outras e do comportamento
delas quase sempre sem jamais terem sentido o que elas sentiram.

Mas sentir o que o outro sente não significa sentir por ele.

Isso é masoquismo.

Significa perceber o que ele sente e ser suficientemente forte para ajudá-lo exatamente pela capacidade de não se contaminar com o que o machucou.

Se nos deixarmos contaminar (fecundar?) pelo sentimento que o outro está sentindo, como teremos forças para ajudá-lo?

Só quem já foi capaz de sentir os muitos sentimentos do mundo é capaz de saber algo sobre as outras pessoas e aceitá-las, com tolerância.
Sentir os muitos sentimentos do mundo não é ser uma caixa de sofrimentos.
Isso é ser infeliz.

Sentir os muitos sentimentos do mundo é abrir-se a qualquer forma de sentimento.
É analisá-los interiormente, deixar todos os sentimentos de que somos dotados fluir sem barreiras, sem medos, os maus, os bons, os pérfidos, os sórdidos, os baixos, os elevados, os mais puros, os melhores, os santos.

Só quem deixou fluir sem barreiras, medos e defesas todos os próprios sentimentos, pode sabê-los, de senti-los no próximo.

Espere florescer a árvore do próprio sentimento.

Vivendo, aceitando as podas da realidade e se possível fecundando.

A verdade é que só sabemos o que já sentimos.

Podemos intuir, perceber, atinar; podemos até, conhecer. Mas saber jamais.
Só se sabe aquilo que já se sentiu.


Arthur da Távola

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