“Tem dor que é exibida,
dói com tanto estardalhaço
que parece arrastar tudo o que
encontra
pelo caminho para doer com ela.
Tem dor discreta, afeita à pouca
luz,
que fere com calma, cresce sem fazer
ruído,
e nos surpreende quando resolve
nos contar que está lá.
Tem dor que se camufla
e se mistura tão perfeitamente
às folhagens de algumas emoções,
que ao sermos golpeados
não conseguimos discernir
a origem do ataque.
Tem dor antiga que, ao longo da vida,
muda de tom, em dégradé,
mas sempre arruma uma maneira de doer
. Tem dor recém-chegada,
as malas ainda no chão,
que a gente não sabe sequer o nome
que tem.
Tem dor de tudo o que é jeito na alma.”
Ana Jácomo

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Obrigada por participar. Luz &Paz!!!
Beijos fraternos!!