Como nomear o que sentimos se nem ao menos sabemos discernir tantas sensações e emoções?
Uma dor angustiante enclausurada no peito...
Na garganta o grito entalado...
e os pensamentos tumultuados como tempestades em alto mar...
Como explicar... traduzir em palavras a inquietação do espírito...
do choro que doí no peito...
do choro que doí no peito...
como se garras metálicas estivessem esmigalhando o coração....
Aí... como dói o pedaço que nos foi tirado... a mente entende (algumas vezes)...
mas o coração... esse não coopera com a razão...
e desvairado tenta sair a galope mundo afora, e se livrar do sufoco..
Sufoco? A dor é tão sufocante quanto um afogamento... em terra seca...
Não é só da morte que falo... é tudo!
A morte não é legal em alguns casos,
em outros é um alívio... libertação... paz...
(só em Cristo)
em outros é um alívio... libertação... paz...
(só em Cristo)
- em todos os casos não estamos preparados para ela -
Mas, a perda suscita no espírito reflexões...
Como disse meu Tio Carlos: "_ é um freio de arrumação..."
(que o motorista de ônibus faz, quando
as pessoas acumulam-se na frente do ônibus
as pessoas acumulam-se na frente do ônibus
e não deixa os novos passageiros entrarem...)
... as perdas fazem isso...
... as perdas fazem isso...
Nos faz parar para refletirmos sobre nós, sobre a vida, nossa relação com o próximo
e principalmente nossa relação com Deus...
É como se fizemos uma prévia arrumação...
para não chegarmos a cantar a música do TiTãs (EPITÁFIO)....,
mas dizer como Neruda... "_ Confesso que vivi!"
Vivi, tive dores, amei, fui amado, fui usado, fui traído, ganhei, perdi, sonhei, quebrei a cara, aprendi,
valorizei e fui valorizado... fui humano...
Mesmo com tantas palavras...
o que preciso e desejo dizer... não consigo....
o nó é mais forte... "
continua.... algum dia
Kika C.

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Obrigada por participar. Luz &Paz!!!
Beijos fraternos!!