2 de novembro de 2010

É triste dizer adeus...


É triste dizer adeus
É triste dizer adeus,
mas às vezes é necessário.
Não podemos prender a
nós definitivamente as pessoas
que amamos para suprir nossa
necessidade de afeto.
O amor que ama,
aprende a libertar.
Procuramos ganhar tempo
para tudo na vida.
Mas a vida,
quando chega no próprio limite,
despede-se e é esse último
adeus que é difícil de compreender e,
mais ainda, aceitar.
Possuímos um conceito
errado do amor.
Amar seria,
no seu total significado,
colocar a felicidade do outro
acima de tudo,
mas na realidade é a nossa
felicidade que levamos
em consideração.
Queremos os que amamos
perto de nós porque isso
nos completa,
nos deixa bem e seguros.
E aceitar que nos deixem é a
mais difícil de todas as coisas.
Não dizemos sempre que
queremos partir antes de
todos os que amamos?
Isso é para evitar nosso
próprio sofrimento,
nossa própria desolação.
É o amor na sua forma egoísta.
Aceitar um adeus definitivo
é uma luta.
Se as perdas acontecem
cedo demais ou de forma inesperada,
o sentimento de desamparo
é muito maior e a dor
mais prolongada.
É o incompreensível casando-se
com o inaceitável e o tudo
rasgando a alma.
Essas dores poderão se acalmar,
mas nunca se apagarão.
Mas quando a vida chega ao
final depois de primaveras e
primaveras e outonos
e mais outonos,
nada mais justo que o repouso
e aceitar a partida é uma forma
de dizer ao outro que o amamos,
apesar da falta que vai fazer.
Não podemos prender
as pessoas a nós para ter
a oportunidade de dizer tudo
o que queremos ou fazer
tudo o que podemos por elas.
De qualquer forma,
depois que se forem,
sempre nos perguntaremos se
não poderíamos ter dito ou
feito algo mais.
Mas essas questões
são inúteis.
O amor que ama integralmente
não quer ver o outro
sofrer e ele abre mão dos
próprios sentimentos para que
o destino se cumpra,
para que a vida siga seu curso.
As dores do adeus são as
mais profundas de todas.
Mas elas também amenizam-se
com o tempo e um dia,
sem culpa, voltamos a sorrir,
voltamos a abrir a janela
e descobrimos novamente
o arco-íris da vida.
Depois da tempestade
descobrimos um dia novo
e o sol brilha de
maneira diferente.
E talvez seja assim
que aprendemos a dar
valor à vida,
aos que nos cercam;
aprendemos a viver de forma
a não ter arrependimentos
depois e aproveitar ainda
mais cada segundo vivido em
companhia daqueles que
nosso coração ama.
 Letícia Thompson

3 comentários:

  1. Vi você no Blog da Lu. Vim visitá-la.

    Gostei do texto e é o que sinto atualmente, a perda, o adeus.

    Sim, façamos o melhor para com o outro, façamos tudo que podemos como se fosse o último dia. Depois, depois do adeus, que fique apenas o silêncio no ar, a sensação leve de que o curso do rio prossegue.

    Um abraço,

    Suzana/LILY

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  2. Kika,como passou de ontem?......foi muito bom prosear um pouco contigo....espero que hoje vc esteja tendo um otimo feriado....
    Nunca diga Adeus....diga sempre até mais...essa vida é imprevisível..e não sabemos as supresas que ela nos reserva...
    Beijos...Sol.

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  3. Agradeço a visita das duas.
    Sim, Sol tb amei nosso papo ontem e o dia foi tranquilo e silencioso.

    Quanto a vc LiLy, sei o que sentes... mas assim é a vida. Eu amei, e como amei, mas soube liberar o amor na hora certa... pois vi que não mais o fazia feliz... arquei com as dores e mais coisas... no entanto, AMOR sádio LIBERTA e nao aprisiona... e quem ama quer a felicidade do outro. Te indico um texto "VIAGEM DE TREM"
    BJS MIL PARA AS DUAS
    DEUS AS ABENÇOE.

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Obrigada por participar. Luz &Paz!!!
Beijos fraternos!!

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