1 de dezembro de 2011

Com licença poética



Com licença poética

"Quando nasci um anjo esbelto,
desses que tocam trombeta, anunciou:
vai carregar bandeira.
Cargo muito pesado pra mulher,
esta espécie ainda envergonhada.
Aceito os subterfúgios que me cabem,
sem precisar mentir.
Não sou feia que não possa casar,
acho o Rio de Janeiro uma beleza e
ora sim, ora não, creio em parto sem dor.
Mas o que sinto escrevo.  Cumpro a sina.
Inauguro linhagens, fundo reinos
— dor não é amargura.
Minha tristeza não tem pedigree,
já a minha vontade de alegria,
sua raiz vai ao meu mil avô.
Vai ser coxo na vida é maldição pra homem.
Mulher é desdobrável. Eu sou."



2 comentários:

  1. Perfeito!!!
    "Mulher é desdobrável>"
    Saudade de ti, menina!
    Bjo e sorrisos em teu dia.

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  2. Saudades de ti também. Estou um tanto afastada das visitas, breve retorno. Obrigada pelo carinho de sempre. bjsss

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Obrigada por participar. Luz &Paz!!!
Beijos fraternos!!

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