Ternura
Vinícius de Moraes
"Eu te peço perdão por te amar de repente
Embora o meu amor seja uma velha canção nos teus ouvidos
Das horas que passei à sombra dos teus gestos
Embora o meu amor seja uma velha canção nos teus ouvidos
Das horas que passei à sombra dos teus gestos
Bebendo em tua boca o perfume dos sorrisos
Das noites que vivi acalentado
Pela graça indizível dos teus passos eternamente fugindo
Trago a doçura dos que aceitam melancolicamente.
E posso te dizer que o grande afeto que te deixo
Não traz o exaspero das lágrimas
nem a fascinação das promessas
Nem as misteriosas palavras dos véus da alma...
Nem as misteriosas palavras dos véus da alma...
É um sossego, uma unção, um transbordamento de carícias
E só te pede que te repouses quieta, muito quieta
E deixes que as mãos cálidas da noite encontrem
sem fatalidade o olhar extático da aurora."
Pedir perdão por amar...
ResponderExcluirSingelo isso...
Maravilhosa poesia do Vinicius de Moraes.
Beijos e uma linda semana, cheia de paz e amor pra você querida.
Ani
Oi Kika,
ResponderExcluirO amor é assim: pousa, encanta, fascina. O melhor de tudo isso? Nem precisa pedir, ele simplesmente chega. Para as mais intensas e desmedidas entregas ele invade a ponto de se pedir perdão ao objeto do amor pelo ritmo alucinante do amor.
Abç, querida.