30 de abril de 2011

Ternura




 
Ternura
Vinícius de Moraes

"Eu te peço perdão por te amar de repente
Embora o meu amor seja uma velha canção nos teus ouvidos
Das horas que passei à sombra dos teus gestos
Bebendo em tua boca o perfume dos sorrisos

Das noites que vivi acalentado
Pela graça indizível dos teus passos eternamente fugindo
Trago a doçura dos que aceitam melancolicamente.

E posso te dizer que o grande afeto que te deixo
Não traz o exaspero das lágrimas
nem a fascinação das promessas
Nem as misteriosas palavras dos véus da alma...

É um sossego, uma unção, um transbordamento de carícias
E só te pede que te repouses quieta, muito quieta
E deixes que as mãos cálidas da noite encontrem
sem fatalidade o olhar extático da aurora."


2 comentários:

  1. Pedir perdão por amar...
    Singelo isso...

    Maravilhosa poesia do Vinicius de Moraes.

    Beijos e uma linda semana, cheia de paz e amor pra você querida.

    Ani

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  2. Oi Kika,

    O amor é assim: pousa, encanta, fascina. O melhor de tudo isso? Nem precisa pedir, ele simplesmente chega. Para as mais intensas e desmedidas entregas ele invade a ponto de se pedir perdão ao objeto do amor pelo ritmo alucinante do amor.

    Abç, querida.

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Obrigada por participar. Luz &Paz!!!
Beijos fraternos!!

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