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Aqui compartilho: textos poéticos e reflexões de autores, famosos ou pouco conhecidos, vídeos, músicas, fotos, pensamentos fragmentados (meus e de outros), além de outras preciosidades e presentes recebidos de Anjos queridos.

Sou ética e sempre procuro o autor do texto; caso você encontre algum texto sem autoria ou com a mesma equivocada, avise-me por favor, pois recebi desse modo e não consegui descobrir o autor(a), bem como, autoria enganosa. Um fraterno abraço, Paz & Luz!

10 de maio de 2011

A VERDADE NÃO USA MÁSCARAS



Um sentimento estranho se apoderou de meu ser... e questões ... dúvidas ... se agigantaram em minha mente... coração...

Até que ponto a carência - ou seja lá que nome se queira dar a tal fato - nos leva a usar máscaras e/ou aceitar as que os outros usam... e fingimos não perceber... será que a solidão é tão assustadora que nos levamos no "teatro de nomes, rostos, personalidades não condizentes com a real?!?!!?"

Confesso... o MEDO abraçou-me... e me fez olhar no espelho e perguntar-me... quem realmente sou para mim e para os outros??? Quem são os que chamo de amigos/colegas... e os acho interessantes... legais... e, na verdade nem eu e nem eles talvez não sejamos...

Busco trilhar o caminho da verdade, sei que nem sempre consigo, todavia sou tola... poucos agem assim. Percebo-me fora do tempo "moderno" ... já me permiti ser um fantoche... não desejo mais isso!!!! E, como discernir se somos manipulados ou não? Inquietante indagação... 










A VERDADE NÃO USA MÁSCARAS 
DADO MOURA





 

Para um ator é necessário – para o exercício da profissão – interpretar inúmeros personagens. Antigamente, no teatro as máscaras eram utilizadas como peças de caracterização, as quais ajudavam os atores a compor um personagem. Por um período de tempo, o ator, na apresentação do seu trabalho, finge ser outra pessoa. Todo esse esforço visa tornar um personagem fictício em alguém “real”, provocando e arrancando as emoções desejadas dos espectadores.

Em muitas ocasiões, podemos correr o risco de fazer da vida um teatro; fingindo e convencendo outra pessoa com falsas impressões.

No nosso dia a dia, facilmente identificamos momentos em que também representamos. Muitas vezes, temendo complicar uma situação ou querendo ser educados, fingimos ter gostado de determinada comida, mesmo que esta esteja sem sal, somente para não desagradar a quem nos oferece. Da mesma forma, se alguém nos telefona em hora inoportuna, fingimos estar ocupados para encurtar a conversa; entre outras desculpas.

Ainda dentro desse contexto, há empregados que fingem trabalhar. Na roda de amigos se uma pessoa achar conveniente personificar um “santo” agirá como tal. Diante da namorada, se for interessante, fingir-se-á ser carinhoso. Diante do patrão muitos empregados parecerão aplicados… Seja de um modo ou de outro, acabamos por aprender a arte da dissimulação.

Nada disso será problema para quem se habituou a representar e a viver mais um papel. Mas o perigo de tantas simulações é torná-las um hábito a ponto de se tornarem espontâneas ou dignas de fé.

Como um “camaleão” a pessoa será capaz de “atuar” mediante suas necessidades, buscando sempre tirar vantagens por meio do convencimento.

Por mais inofensivas que possam parecer tais interpretações, elas passam a fazer parte da vida de quem está acostumado a fingir, dificultando-lhe o discernimento entre o que é real e o que é ilusório.

O fingido quando contestado, insiste em dizer ser verdadeiro; e acreditando na sua versão, poderá até jurar. Contudo, para quem está habituado a interpretar, tal juramento será mais uma performance.

Todavia, na convivência diária, nada fica oculto. Cedo ou tarde, será impossível não perceber os deslizes de quem dissimula.

Antes que a arte de imitar saia dos palcos e adentre em nossos relacionamentos, melhor será não mascarar os fatos da vida real. Pois, triste será a decepção da pessoa amada ao deparar com as contradições e manobras de um cônjuge ardiloso.

Em nossos convívios a verdade não deve usar máscaras nem ofender.

Um comentário:

  1. Há um ditado antigo, mas de verdade ilibada: "mais vale uma amarga verdade a uma doce mentira".

    Abç carinhoso.

    ps.: ótima sexta-feira 13 pra você, Kika.

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Obrigada por participar. Luz & Paz!!!
Beijos fraternos!!

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